A certificação do hidrogênio de baixo carbono (H₂BC) está se consolidando como peça-chave da transição energética global. No Brasil, o selo ambiental pode ampliar a competitividade, atrair investimentos e posicionar o país como referência no mercado de hidrogênio limpo.
O que é a certificação do hidrogênio de baixo carbono
A certificação comprova que o hidrogênio foi produzido com baixa emissão de gases de efeito estufa. Ela assegura rastreabilidade, transparência e credibilidade ambiental, além de permitir acesso a políticas de incentivo como o Rehidro e o PHBC.
Como funciona o processo de certificação
O modelo avalia todo o ciclo produtivo, seguindo padrões internacionais como o well-to-gate e normas como a ISO/TS 19870:2023. Setores como amônia verde, combustíveis sustentáveis de aviação, navegação e siderurgia dependem de hidrogênio certificado.
Estudo da CNI reforça urgência da certificação
Apresentado na COP30, o estudo analisou práticas internacionais e concluiu que o Brasil tem vantagem competitiva por sua matriz elétrica renovável. A CNI defende que a certificação é essencial para acessar mercados exigentes, como o europeu.
Sistema brasileiro deve ser flexível e competitivo
O Sistema Brasileiro de Certificação do Hidrogênio (SBCH2), previsto na Lei 14.948/2024, ainda aguarda regulamentação. A CNI recomenda um modelo adaptado à realidade produtiva, com adicionalidade opcional e certificado modular para atender mercado interno e externo.
Projetos nacionais já testam rastreabilidade
Iniciativas como o eletrolisador operado no Porto de Suape e o sistema digital desenvolvido pelo SENAI e empresas parceiras validam tecnologias de rastreamento, produção e uso do H₂BC. Mais de R$ 250 milhões já foram investidos em 45 projetos de inovação em todo o país.