(FOLHAPRESS) - Por que a Disney vai investir US$ 1 bi na OpenAI, um minicarro expõe avanço dos chineses no Brasil, uma série sobre as trapaças do mercado financeiro e o que importa no mercado nesta sexta-feira (12).
**IA DO MICKEY**
Os investimentos em IA não param. Nesta quinta-feira (11), a Disney anunciou a compra de uma participação de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,4 bi) na OpenAI.
A gigante do entretenimento colocará seus personagens para o Sora, a plataforma de geração de vídeos da companhia de tecnologia.
NOVIDADES
Uma seleção de vídeos feitos com a ferramenta estará disponível para transmissão no Disney+, serviço de streaming por assinatura. Os usuários poderão gerar vídeos com personagens icônicos da empresa de entretenimento, como Mickey Mouse e Cinderela.
Já falamos algumas vezes sobre a OpenAI e seu protagonismo no mercado de inteligência artificial. A empresa, avaliada em US$ 500 bilhões (cerca de R$ 2,7 tri) em outubro, assinou cerca de de US$ 1 trilhão (cerca de R$ 5,3 tri) em acordos para poder executar seus modelos de IA.
"CUIDADOSA E RESPONSAVELMENTE".
Foram as palavras usadas pelo CEO da Disney, Robert Iger, para se referir à colaboração. O acordo não agradou a todos.
"Os artistas que criaram esses personagens não verão um centavo", disse Roma Murphy, do Animation Guild, união que representa artistas, roteiristas e trabalhadores de produção de animação.
Os estúdios fecham parcerias bilionárias, são comprados por valores gigantescos e buscam melhorar as equipes com funcionários especialistas na tecnologia.
Já os sindicatos tentam controlar o uso indiscriminado de inteligência artificial nas etapas de criação.
Você se lembra de uma greve que paralisou Hollywood em 2023? Um dos tópicos discutidos por atores e roteiristas foi, justamente, a utilização de IA no setor. HUMANOS VERSUS IA
Em meio a debates na área, a tecnologia se alastra pela indústria. No Oscar deste ano, "O Brutalista" foi criticado usar IA para ajustar o sotaque de seus atores e gerar imagens conceituais de prédios, mais tarde redesenhados por humanos.
"Emilia Pérez" também entrou na mira por aperfeiçoar a fala de suas duas protagonistas. "Duna: Parte Dois" coloriu os olhos de alguns personagens com a tecnologia.
PESSOA DO ANO.
No hype da IA, a revista Time escolheu indivíduos que imaginaram, projetaram e construíram a inteligência artificial como destaque de 2025, na tradicional premiação batizada de "Person of the Year".
**MAIS UM CHINÊS**
Parece que a cada dia uma nova montadora chinesa desembarca no Brasil. A última novidade é um minicarro elétrico que pretende ganhar a disputa no tamanho e no preço. O A05, da Aima, tem plano de chegar em março custando R$ 49 mil.
Ele tem velocidade máxima de 45 km/h, autonomia de 55 a 60 km e bateria de lítio 72V100AH, com recarga completa entre oito e dez horas.
Comporta até três passageiros, pesa 825 kg com bateria e tem dimensões inferiores às dos compactos tradicionais, com 2,6 metros de comprimento.
DOCUMENTO, POR FAVOR
O veículo ainda não foi homologado pelas autoridades para circulação, mas, caso aconteça, será obrigatório ter uma CNH (Carteira Nacional de Habilitação) na categoria B para conduzi-lo.
MAIS UMA
O mercado local está dominado por empresas chinesas com veículos elétricos e híbridos. Já são quase 20 marcas com operação oficial no Brasil, presença que marcou o último Salão do Automóvel de São Paulo.
Além das que já comercializam em território nacional, novatas estrearam recentemente por aqui: MG, Jetour, Leapmotor e Changan.
POR QUE O BRASIL? O país tem um dos maiores mercados de automóveis do mundo. Além disso, no exterior, governos criaram barreiras comerciais mais rígidas para os carros chineses do que aqui.
A União Europeia adotou, no ano passado, uma regulamentação para aplicar tarifas adicionais, de até 35,3%, sobre veículos elétricos importados.
O continente é o principal alvo da ofensiva mundial chinesa de exportação de veículos, o que está assustando empresas ocidentais.
No México, o Senado aprovou o aumento das tarifas de importação sobre a China e outros países. As taxas, de até 50%, impactam os automóveis.
**PARA ASSITIR**
"BILLIONS"
Paramount+, sete temporadas. Quatro estão disponíveis no streaming.
Como será a vida dos super-ricos de Nova York? Na série, acompanhamos o dia a dia de Bobby Axelrod (Damian Lewis), um empresário bilionário que atua no mercado financeiro, é conhecido por suas táticas agressivas e ostenta uma vida de luxo.
Para a infelicidade de Axelrod, o promotor Chuck Rhoade (Paul Giamatti) resolve investigar possíveis crimes financeiros cometidos por ele, e os dois se metem num jogo de gato e rato.
O personagem de Giamatti é baseado em Preet Bharara, advogado que atuou como procurador dos Estados Unidos para o distrito sul de NY de 2009 a 2017.
Se gosta de imaginar como vivem os bilionários, e "Succession" (HBO Max, quatro temporadas) está entre as suas séries preferidas, essa indicação é para você.
**O QUE MAIS VOCÊ PRECISA SABER**
AÇÃO E REAÇÃO
O movimento do grupo RD Saúde de começar a vender medicamentos sem prescrição de marca própria, é visto com preocupação pelo setor farmacêutico.
ESTRADA AFORA
A Motiva, ex-CCR, arrematou um trecho de 569 km da rodovia Fernão Dias que liga Belo Horizonte à capital paulista.
SÓ NO ANO QUE VEM
O governo Lula deixará para 2026 a indicação dos dois novos nomes para a cúpula do Banco Central.