domingo, 15 de fevereiro de 2026
Opinião Pública

O Brasil como porto seguro para o capital de investimento internacional

02/02/2024 13:34

Durante  a pandemia da Covid-19, quando o  lockdown em várias regiões da China  afetou  operações portuárias e cadeias de suprimentos, ficou evidente para os Estados Unidos e União Européia a vantagem  de transferir   seus empreendimentos na Ásia  para  países  geograficamente mais próximos. E, preferencialmente, nações  onde predominem os valores da cultura ocidental. 

Nesse contexto, o México como país fronteiriço com Estados Unidos tem sido beneficiado com crescentes  investimentos americanos. O que  ocorre de forma mais significativa   quanto mais se intensifica a guerra comercial EUA x China. Entretanto, a questão dos imigrantes que ingressam  nos Estados Unidos via fronteira com o México tende a gerar, cada vez mais,   dissonâncias entre os dois países

Já a   onda  migratória na União Européia   tende a se tornar  uma bomba relógio à medida que agentes do terrorismo se infiltram entre os  imigrantes que fogem dos conflitos e da pobreza  em seus países de origem. 

Impactados com a disparada dos preços  da energia,  os  europeus também estão muito preocupados com a eleição americana em novembro próximo. Pois  se Donald Trump for eleito a tendência dos Estados Unidos, cansado de guerras,  deverá ser pelo isolacionismo. Assim sendo, a partir daí, os europeus terão que se defender sozinhos.

No Oriente Médio, grupos terroristas, mesmo com  forças desproporcionais, afrontam o Estado de Israel que hoje gasta  1 bilhão de reais  por mês  com suas ações militares contra o Hamas e Hezbollah. Neste território basta uma fagulha para explodir esse barril de pólvora  o que poderá acontecer se o conflito entre  Israel e  Hamas escalar envolvendo países da região: principalmente o Irâ.

 Em apoio ao Hamas e com base no Iêmen, rebeldes Houthis atacam  no Mar Vermelho  forçando  os  navios mercantes a  contornar  o Cabo da Boa Esperança, inflacionando os fretes e as mercadorias transportadas  por via marítima, modal já  agravado com as limitações   de mobilidade  no Canal do Panamá.

A insegurança  se espalha por outras  regiões em nível global com  as ameaças da Coréia do Norte  à  Coréia do Sul e Japão, esse último destino de  milhares de brasileiros que para lá  imigraram, buscando um futuro mais promissor.  E até mesmo ao norte da  América do Sul a Guiana Inglesa passou a estar em sobressalto devido à    pretensão da Venezuela  sobre suas  reservas de petróleo.

Na Ásia, a China tendo a anexação de Taiwan por idéia fixa  faz constantes manobras militares no entorno  da ilha. O que lança incertezas sobre o transporte marítimo na  costa sul  chinesa  em caso de conflito bélico:  mais um  contratempo para a economia mundial.

Em um mundo que  mais parece um campo minado, o  Brasil se apresenta como porto seguro  para o capital de investimento internacional.   Sua  condição de neutralidade, como o fato de estar situado  a mais de dez mil quilômetros das zonas de conflitos bélicos,    permite ao país  se manter  no radar dos investidores mas é necessário ampliar visibilidade sobre as vantagens comparativas e competitivas da nação brasileira.  O que requer  uso de  marketing inteligente e comunicação eficiente, como fazem, com reconhecida competência, os Estados Unidos, União Européia, Índia e Japão.

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