Na linha sucessória, desde o apóstolo Pedro, ele é o 266º Papa da história. Só que Francisco não será um mero número ou mais um Papa, ele ficará marcado por seu pioneirismo frente à Igreja Católica Apostólica Romana.
Em 1200 anos, Francisco é o primeiro Papa não europeu. Primeiro Papa jesuíta. Primeiro a ser eleito com seu antecessor vivo.
Primeiro a morar fora do Palácio Apostólico e longe das mordomias do Vaticano, sendo o primeiro Papa a cortar os exorbitantes salários dos funcionários do alto escalão do Vaticano e as regalias dos cardeais.
Quem não se lembra do episódio onde um cardeal teve sua acomodação de luxo vetada, um apartamento de 400 metros em Roma, que custava cerca de 80 mil reais mensais.
Ah, Francisco também foi o primeiro Papa que promoveu um julgamento e condenou um cardeal à prisão por corrupção, envolvido num esquema de 2 bilhões de reais.
Foi o primeiro Papa a abolir regras de confidencialidade sobre os milhares de casos de abusos sexuais na igreja.
Francisco foi o primeiro Papa a debater temas profundos dentro da cúria romana, dentre eles o valor das mulheres na construção da história da igreja.
A pauta social sempre foi presente nas suas homilias, onde ele repreendia a idolatria ao dinheiro, alcunhando a seguinte frase: "Economia que mata".
Francisco pediu a todos os fiéis uma igreja menos burocrática e mais próxima do povo.
Em seu testamento, constam seus últimos desejos: "Ser sepultado na Basílica de Santa Maria Maggiore, onde ele costumava rezar antes e depois das viagens apostólicas, numa cerimônia simples, sem pompas e sem nenhuma descrição especial, apenas Franciscus".
Essas são as lições do Papa Francisco, o pioneiro.