Quem nunca, tomado pelo estresse, destilou animosidade em uma mensagem ou na resposta do e-mail? Quem alguma vez deixou transparecer cansaço e sobrecarga no texto do WhatsApp ou no áudio reativo? Na realidade, o estresse à mostra na postura, na fala, na escrita, no vídeo, é um ruído de comunicação propenso a danos sem precedentes no ambiente corporativo.
O estresse, com todos os seus comprometimentos físicos e emocionais, é presente mesmo em atividades prazerosas. Quem algum dia, mesmo com reserva no restaurante, experimentou o couvert da impaciência nos minutos de espera para se sentar à mesa?
A transparência do estresse é um percalço com consequências. Especialmente se o ruído na comunicação estiver mal-acompanhado de reatividade e de um entendimento de agressividade por parte do interlocutor.
Smartphone na mão e notebook aberto na caixa de e-mails tornam-se perigos potenciais diante do ímpeto da resposta sem reflexão. Desta forma, vale a antiga e eficaz recomendação: respirem.
Afastar-se por algum tempo do problema que nos colocou no olho do furacão do estresse é uma atitude sensata. O momento de ler, reler, ouvir novamente as mensagens que abalaram nosso equilíbrio pede silêncio, reflexão e blindagem das reações intempestivas.
Se estivermos face a face com o interlocutor, na mesa de reuniões ou em um encontro virtual, ao invés de rebater opiniões e críticas, podemos aumentar nossa dosagem da escuta. E somente com os pensamentos mais organizados expressar nossos pontos de vista com a serenidade que a situação pede e merece.
Deixar o estresse falar mais alto, quase sempre é motivo para arrependimento. E nem sempre basta um pedido de desculpas para reduzir danos.