A Black Friday deixou de ser apenas uma data de descontos para se tornar um cenário em que as marcas contam histórias com propósito. Em um momento do ano em que o público desconfia de falsos descontos e mensagens oportunistas, comunicar não é apenas vender - é construir conexões autênticas e emocionantes.
Segundo o relatório “2025: O futuro do consumo nas redes sociais na América Latina” da LatAm Intersect, 77% dos entrevistados preferem ler avaliações honestas de um “usuário comum”. Não porque rejeitem os criadores, mas porque hoje a validação se constrói em múltiplas camadas. A influência já não é linear - é um ecossistema.
É aqui que as marcas precisam de precisão estratégica. Os macro influenciadores continuam sendo essenciais para construir awareness, narrativa e cultura de marca. Já os micro e nano influenciadores (com taxas de interação de 2,71% e 1,81%, respectivamente, contra 0,68% dos mega influenciadores, segundo Social Cat, trazem proximidade, credibilidade e a sensação de estar ouvindo alguém que poderia ser um amigo. E o conteúdo gerado por usuários, de forma orgânica ou incentivada, adiciona a camada de autenticidade social que o consumidor moderno busca para validar decisões.
A força da comunicação está em transformar dados, propósito e experiências em narrativas coerentes, contadas de forma integrada em todos os canais - da imprensa aos influenciadores. Logo, a Black Friday é o momento em que as marcas devem mostrar quem realmente são, e isso se faz com narrativa, não com barulho. Contar uma boa história é a melhor forma de vender sem comprometer a reputação. As audiências estão cansadas de discursos comerciais. O que diferencia as marcas que conquistam espaço é oferecer contexto e interpretação: o que a Black Friday revela sobre o comportamento do consumidor e sobre o momento econômico?
Plataformas como Meltwater, Comunique-se, Notified e Intersect Intelligence ajudam a identificar tendências de cobertura, temas em alta e percepções sobre a marca, permitindo transformar dados em histórias com relevância jornalística, e não apenas na divulgação de promoções. Mais do que difundir, é necessário garantir que todos os pontos de contato, mídia, redes sociais, atendimento ao cliente e porta-vozes, falem a mesma língua.
Por outro lado, plataformas como Brandwatch, Sprinklr e Talkwalker permitem monitorar conversas em tempo real e medir a consistência da mensagem nos vários canais, garantindo que a reputação não se fragmente entre o que é dito e o que é percebido. Ou seja, na Black Friday, a autenticidade é o maior ativo. As pessoas não querem ver anúncios disfarçados de conteúdo, mas experiências reais que traduzam o propósito da marca. Plataformas como Influency.me, Squid e CreatorIQ ajudam a identificar micro influenciadores alinhados aos valores da marca e ao público certo, facilitando campanhas que geram empatia, não rejeição.
E se a tecnologia deve potencializar histórias, não substituir sensibilidade, é importante destacar que a automatização e a inteligência artificial ajudam a personalizar mensagens e adaptar narrativas conforme o momento de compra e o comportamento do consumidor. HubSpot, RD Station, Salesforce Marketing Cloud e Gupshup.io são exemplos de plataformas que permitem integrar dados, ajustar tom de voz e criar jornadas de conteúdo que conectam emoção e desempenho — indo além do envio massivo de e-mails e anúncios.
Desta forma, podemos concluir que as marcas mais fortes da Black Friday são aquelas que escutam antes de falar. Monitorar sentimentos e se adaptar ao humor coletivo ajuda a construir relevância e empatia. Para isso, existem ferramentas como Intersect Intelligence, Google Trends, Sprout Social e Brand24 que permitem acompanhar o pulso das conversas, entender o clima digital e ajustar a narrativa com base em dados reais, não suposições.
Toda narrativa eficaz começa com a escuta.