Os tetos do Minha Casa, Minha Vida (MCMV) vão aumentar no Espírito Santo a partir de 1º de janeiro de 2026, ampliando o acesso à casa própria para famílias de baixa renda. O reajuste eleva o valor máximo dos imóveis financiáveis para até R$ 270 mil e beneficia diretamente municípios como Vitória e Vila Velha, incluídos no novo redesenho nacional do programa.
A medida foi aprovada pelo Conselho Curador do FGTS e alcança as faixas 1 e 2 do MCMV, destinadas a famílias com renda mensal de até R$ 4,7 mil. O objetivo é adequar os limites de financiamento à realidade do mercado imobiliário urbano e estimular a oferta de moradias compatíveis com as regras do programa.
O reajuste atualiza os tetos de imóveis em metrópoles e capitais regionais com população acima de 300 mil habitantes, com aumentos que variam entre 4% e 6%. Com isso, os limites passam a oscilar entre R$ 255 mil e R$ 270 mil, ampliando o número de empreendimentos enquadrados no Minha Casa, Minha Vida.
Vitória e Vila Velha entram no novo limite
No Espírito Santo, o reajuste alcança Vitória e Vila Velha, reforçando o alcance do programa na Região Metropolitana da Grande Vitória. As cidades passam a contar com tetos mais altos para financiamento nas faixas 1 e 2, o que amplia as opções de imóveis disponíveis para famílias de menor renda e reduz a distância entre o valor financiável e os preços praticados no mercado.
A inclusão dos municípios capixabas integra um pacote que abrange 75 cidades brasileiras e cerca de 51,8 milhões de habitantes, consolidando em 2026 uma reformulação nacional dos tetos do MCMV.
Como ficam os novos valores
Nas metrópoles, como é o caso de Vitória, o valor máximo dos imóveis financiáveis chega a R$ 270 mil, representando reajuste de 6%. Já em capitais regionais e grandes centros urbanos com população entre 300 mil e 750 mil habitantes, o teto passa a ser de R$ 255 mil, com aumento de 4%.
A atualização busca garantir que famílias enquadradas no programa consigam financiar imóveis mais adequados, sem necessidade de complementar valores elevados com recursos próprios.
Subsídios reforçados e mais crédito em 2026
Além do aumento dos tetos, o pacote aprovado mantém e reforça os subsídios concedidos pelo FGTS, reduzindo o valor de entrada para famílias de baixa renda. Para 2026, estão previstos R$ 12,5 bilhões em descontos habitacionais em todo o país.
Na prática, os subsídios podem chegar a até R$ 55 mil por família fora da Região Norte, conforme a renda familiar e os critérios definidos pelo Ministério das Cidades, tornando o financiamento mais acessível e sustentável ao longo do contrato.
O reajuste dos tetos e o reforço dos subsídios fazem parte de um orçamento recorde de R$ 160,5 bilhões do FGTS para 2026, sendo R$ 144,5 bilhões destinados à habitação.
A expectativa é que as mudanças ampliem o acesso ao crédito com juros mais baixos e prazos mais longos, fortalecendo o Minha Casa, Minha Vida como principal política habitacional do país e abrindo novas oportunidades para famílias capixabas conquistarem a casa própria.