O Governo do Espírito Santo iniciou a entrega das primeiras certificações do Projeto Cafeicultura Sustentável. A cerimônia ocorreu em Brejetuba, durante a 1ª Feira do Agronegócio e o 18º Encontro de Cafeicultores, e marcou o reconhecimento oficial das propriedades que se destacam pelo cumprimento dos indicadores de sustentabilidade avaliados pelo Incaper e pela Seag.
Ao todo, 33 propriedades de café arábica do município foram certificadas nos dois níveis mais altos do projeto. Seis delas alcançaram o nível 5, com notas acima de 90 pontos, enquanto outras 27 atingiram o nível 4, com pontuações entre 81 e 90. As avaliações consideram 39 indicadores distribuídos nos eixos econômico, ambiental e social, seguindo protocolos internacionais.
Produtores avançam em sustentabilidade e ampliam competitividade
Os critérios analisados incluem manejo de pragas e doenças, análises de solo e folha, uso racional da água, proteção de nascentes, regularização de áreas de preservação permanente, conformidade com normas de desmatamento zero (EUDR) e condições de trabalho das famílias rurais. O secretário de Agricultura, Enio Bergoli, ressaltou que Brejetuba concentra o maior produtor de arábica do Estado e que a certificação fortalece a imagem da cafeicultura capixaba nos mercados mais exigentes.
O destaque desta primeira etapa foi a produtora Maira Zulcom Meneguetti Venâncio, do Sítio Rancho Dantas, que obteve a maior nota: 96,79 pontos. Ela relatou que o projeto impulsionou melhorias na propriedade e reforçou o compromisso da família com práticas sustentáveis. A produtora pretende incluir na embalagem do café um selo com a nota de sustentabilidade para agregar valor ao produto.
A certificação será concedida a todas as propriedades participantes que atingirem nota superior a 60, classificadas no nível 3. Segundo o coordenador de Cafeicultura do Incaper, Fabiano Tristão, o reconhecimento abre portas para mercados que valorizam rastreabilidade, responsabilidade socioambiental e conformidade com padrões internacionais. Ele destacou ainda que o processo fornece diagnóstico detalhado aos produtores, auxiliando na tomada de decisões e na evolução contínua das práticas adotadas.
O Projeto Cafeicultura Sustentável foi criado para apoiar produtores na adoção de tecnologias que elevem a produtividade, melhorem a gestão da propriedade e promovam ganhos ambientais e sociais. Com investimento de R$ 4,9 milhões, a iniciativa tem meta de atender 8 mil propriedades até 2027 e já alcança cerca de 6 mil produtores em diferentes etapas do processo. O projeto integra o Programa Inovagro, coordenado pela Seag em parceria com a Fapes.