SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Polícia Civil de São Paulo faz uma operação nesta terça-feira (18) contra uma quadrilha especializada em roubos de joias. São cumpridos cinco mandados de prisão e sete de busca e apreensão na capital paulista, em Ribeirão Preto, no interior, e em Guarujá, no litoral.
Os alvos são ladrões de joias que participaram de assaltos em Ribeirão Preto, segundo a polícia. Num dos casos, em maio, as vítimas foram feitas de reféns após a invasão de uma casa. Eles foram identificados em setembro a partir da prisão de receptadores de produtos de roubos, ainda segundo o governo estadual.
As joias levadas no assalto foram parar em Curitiba (PR) e Uberaba (MG). A investigação e as primeiras prisões ocorreram após uma das vítimas reconhecer as joias que foram roubadas sendo vendidas em um programa de TV gravado na capital paranaense. Até 12h desta terça, quatro suspeitos já haviam sido presos e a operação seguia em andamento.
Entre os suspeitos presos está uma mulher que teria idealizado o assalto. "Ela se aproximou da família, conheceu o patrimônio da família, chamou os ladrões e falou 'vamos fazer um roubo, eu te dou a dica e vocês me dão um [valor] proporcional'. Ela passou informação privilegiada", disse o delegado Diógenes Santiago Netto, do Deic (Divisão Estadual de Investigações Criminais) de Ribeirão Preto.
A polícia acredita que o receptador preso em Curitiba sabia que estava comprando joias que haviam sido roubadas. Ele já havia sido investigado anteriormente pelo mesmo crime, não tinha documentos para comprovar a compra e vendia joias por preços abaixo do mercado. "A pessoa que trabalha nesse ramo tem de se cercar de um cuidado maior", disse o delegado.
Chaves, celulares e outros aparelhos eletrônicos foram apreendidos. Policiais civis do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra), do Departamento de Operações Especiais Estratégicas (Dope), prestam apoio às ações.
Os registros de roubos de anéis e alianças na capital tiveram alta no início do ano. Joias foram alvo de criminosos em diferentes casos de violência na capital nos primeiros meses de 2025, como o que terminou com a morte do agente da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) José Domingos da Silva, 48, baleado em março, na Vila Sônia.
Outro episódio foi o de uma médica de 67 anos que teve um dedo mordido por um assaltante, que levou sua aliança em fevereiro, no bairro Continental.
No mês passado, uma quadrilha formada por quatro criminosos invadiu e roubou uma casa no Jardim Paulista. Durante o assalto, uma babá de 42 anos, que cuidava de uma menina, teve os pés e as mãos amarrados,
Em setembro, policiais civis prenderam Diego Fernandes de Souza, 41, conhecido como Minotauro, apontado como o principal ladrão de residências de São Paulo. De acordo com investigações, ele era responsável por chefiar uma quadrilha que atuava em invasões a residências no Morumbi, zona oeste da capital paulista. Segundo a SSP, ele estava foragido por roubo, formação de quadrilha, porte ilegal de armas e outros crimes.