O presidente Luiz Inácio Lula da Silva escolheu o advogado-geral da União, Jorge Messias, para ocupar a cadeira deixada por Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal. A decisão marca um novo movimento na recomposição do tribunal em um momento de forte protagonismo do Judiciário nas grandes disputas nacionais.
Jorge Messias tem 45 anos, é pernambucano e poderá permanecer no Supremo até completar 75 anos, idade da aposentadoria compulsória. Procurador da Fazenda Nacional desde 2007, é doutor em Direito pela Universidade de Brasília e assumiu a chefia da Advocacia-Geral da União no início do atual governo. Antes disso, trabalhou na subchefia para Assuntos Jurídicos da Presidência durante a gestão Dilma Rousseff.
Implicações políticas e institucionais
A escolha de Messias amplia a influência de Lula na configuração do Supremo e pode alterar a dinâmica interna da Corte em temas sensíveis, como políticas públicas, questões fiscais, conflitos federativos e disputas entre os Poderes. Um ministro mais jovem tende a consolidar por décadas entendimentos alinhados à visão jurídica predominante no governo.
A indicação será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado, que realizará a sabatina do indicado antes da votação no plenário. A expectativa é que o processo ocorra ainda neste ano legislativo.