segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026
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Fuvest reduz número de perguntas da 1ª fase e muda formato da 2ª

FolhaPress 17/12/2025 19:55

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Fuvest (Fundação Universitária para o Vestibular) anunciou mudanças nas próximas edições do exame que seleciona alunos para a USP (Universidade de São Paulo). No Vestibular 2027 –aplicado em 2026–, a principal mudança ocorre na primeira fase. O número de questões de múltipla escolha será reduzido de 90 para 80, sem alteração no tempo total de prova.

Segundo a fundação, a medida tenta dar mais tempo para que os candidatos respondam perguntas, que passam a integrar conteúdos de diferentes áreas do conhecimento.

As mudanças na segunda fase começam a valer no Vestibular 2028, aplicado em 2027.

No primeiro dia, a prova passará a reunir conteúdos de linguagens e suas tecnologias, incluindo língua portuguesa e literatura, língua inglesa, arte e educação física. Nessa etapa, o candidato responderá a oito questões discursivas, em vez das dez atuais, além de produzir a redação.

Já no segundo dia da segunda fase, o número de questões será reduzido de 12 para 10. Também haverá diminuição no total de modelos de prova, que cairá de 22 para seis tipos, definidos de acordo com a carreira escolhida pelo candidato.

Confira as combinações:

- Matemática e suas tecnologias (10 questões em abordagem pura e/ou aplicada);

- Ciências da natureza e suas tecnologias (10 questões de biologia, física e química, em abordagem interdisciplinar ou isolada);

- Ciências humanas e sociais aplicadas (10 questões de filosofia, geografia, história e sociologia, em abordagem interdisciplinar ou isolada);

- Matemática e suas tecnologias (5 questões em abordagem aplicada) e ciências da natureza e suas tecnologias (5 questões em abordagem interdisciplinar ou isolada);

- Matemática e suas tecnologias (5 questões em abordagem aplicada) e ciências humanas e sociais aplicadas (5 questões em abordagem interdisciplinar ou isolada);

- Ciências da natureza e suas tecnologias (5 questões em abordagem interdisciplinar ou isolada) e ciências humanas e sociais aplicadas (5 questões em abordagem interdisciplinar ou isolada).

Segundo o diretor-executivo da Fuvest, Gustavo Monaco, desde o início do processo de revisão do vestibular, o objetivo final era garantir a interdisciplinaridade também para a segunda fase. "A diminuição no número das questões serve para que os candidatos tenham mais tempo para elaborar as respostas", diz.

Ao longo de 2026, a Pró-Reitoria de Graduação da USP deve consultar as unidades para definir qual modelo de prova será adotado em cada carreira.

A Fuvest afirma que a relação será divulgada assim que o processo for concluído, para orientar a preparação dos candidatos com antecedência.

Monaco disse à Folha de S.Paulo que essas mudanças encerram o ciclo de alterações propostas. Elas dão sequência às mudanças aprovadas em 2024, que incluíram novos componentes curriculares, a reformulação do programa da primeira fase e parte da segunda, além da adoção de múltiplos gêneros textuais na redação.

AS ÚLTIMAS MUDANÇAS NA FUVEST

A edição da Fuvest 2026, aplicada neste ano, já havia trazido novidades ao exame. As questões passaram a ter abordagem mais interdisciplinar e incluíram de forma mais direta conteúdos de filosofia, sociologia, artes e educação física.

A prova também registrou uma das maiores mudanças do vestibular ao alterar o formato da redação na segunda fase.

O texto deixou de ser exclusivamente dissertativo-argumentativo e passou a oferecer um segundo gênero textual de caráter narrativo, que, nesta primeira edição, foi a carta. As duas propostas partiam do mesmo texto-base, e cabia ao candidato escolher qual desenvolver.

Outra novidade da edição deste ano foi a lista de leituras obrigatórias composta exclusivamente por obras escritas por mulheres.

Essa proposta, que valerá também para 2027 e 2028, reúne nove livros escritos por mulheres de diferentes períodos e países de língua portuguesa —do Brasil, de Portugal, de Angola e de Moçambique. O objetivo, segundo a universidade, tentar valorizar vozes femininas na literatura, ainda pouco representadas nas edições anteriores.

Além disso, a última edição estreou um novo projeto gráfico da prova, pensado para facilitar a leitura e ajudar os estudantes a manter a concentração.

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