quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026
Esportes

Torcedor do Flamengo faz jornada Rio-Lima em moto com bandeira e cavalinho

FolhaPress 19/11/2025 14:06

RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) - Qual loucura você faria para ver seu time na final da Copa Libertadores? O carioca e rubro-negro Daniel Kistenmacker não teve dúvidas em escolher a sua: ir e voltar de moto do Rio de Janeiro até Lima, cidade peruana que receberá a decisão entre Flamengo e Palmeiras, no dia 29 de novembro.

INÍCIO DA AVENTURA DE 12 MIL KM COMEÇA HOJE

O rubro-negro iniciará sua aventura nesta quarta-feira (19), quando irá de carro da capital carioca até Juiz de Fora (MG), onde está sua moto. Nesta quinta-feira (20) ele já coloca o capacete e parte sobre duas rodas. O "bate e volta" irá durar, no total, mais de 12 mil km.

O roteiro prevê passagens pelos estados de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Rondônia, Amazonas e Acre até atravessar a fronteira com o Peru. O motoqueiro calcula chegar em Lima em sete dias.

"Eu tenho algumas cidades que planejo parar para descansar, mas às vezes isso pode mudar. Defino isso na hora. Posso chegar rápido ou atrasar se chover, furar o pneu... E sou eu mesmo que conserto o pneu. Chuva também atrasa muito. Tudo isso influencia", explica Daniel.

Durante a viagem, o Flamengo fará três jogos pelo Campeonato Brasileiro: nesta quarta-feira (19), às 21h30, contra o Fluminense, no Maracanã; no sábado, também no estádio, diante do Red Bull Bragantino; e por último na terça, dia 25, frente ao Atlético-MG, na Arena MRV (MG). Tirando o clássico, que assistirá ainda em Juiz de Fora, o restante será visto na estrada: "Nem que seja pelo celular", comentou.

Apesar de já ter experiência em expedições deste tipo, o rubro-negro admite que a viagem a Lima é a que ele obteve menos informações.

"Minha ideia é sair nove dias antes para ter uma segurança. Estou indo realmente com muito poucas informações. A galera do grupo de moto do Whatsapp anda pouco para lá (Peru), então não sei o que vai acontecer, não sei se vou pegar muita chuva. Vou sair de quase 40 graus para 2 graus em alguns lugares. O organismo tem que estar preparado", afirma Daniel.

MOTO COM BANDEIRA DO FLAMENGO E 'CAVALINHO DO FANTÁSTICO'

Além do kit sobrevivência e de todo o aparato mecânico, Daniel, obviamente, reservou espaço para demonstrar seu amor pelo Flamengo. Ele fincou uma bandeira do Rubro-Negro em sua moto e colocou um "Cavalinho do Fantástico" do clube no baú. Além disso, fez uma camisa especial com a rota.

Agora com o Flamengo na liderança o gás é total. Já fico imaginando a galera passando por mim, vendo o Cavalinho do Fantástico e buzinando. Eu faço muitas amizades nessas viagens. O pessoal fica surpreso quando eu falo o objetivo e trajeto da viagem

RETORNO DE MOTO IRÁ PASSAR PELA 'ESTRADA DA MORTE'

Daniel já tem ingresso para a final e hospedagem reservada em Lima de 28 a 30 de novembro. Sua ideia é iniciar o trajeto de volta em 1ª de dezembro fazendo uma outra rota que prevê a passagem pela lendária e temida "Estrada da Morte", conhecida oficialmente como a Estrada de Yungas do Norte, na Bolívia.

Ela tem como maiores desafios desfiladeiros íngremes, neblina, pouca visibilidade e largura de apenas três metros em alguns pontos da rodovia.

Estou levando um kit de primeiros socorros, oxigênio com cilindro portátil, as roupas de frio, segunda pele, balaclava, segunda pele de luva... Estou levando também barraca de camping, isolante térmico, saco de dormir, reparos para pneu, compressor para dar chupeta e encher pneu...

FOI PARA A FINAL EM MONTEVIDÉU DE MOTO E RODOU POR 41 DIAS

Apesar da viagem ser um desafio sacrificante e arriscado, Daniel tem experiência no assunto. Na final da Libertadores de 2021, em Montevidéu, por exemplo, ele também foi de moto. Neste ano, rodou a América do Sul por 41 dias.

Casado com Ericka e pai de Enzo, de 17 anos, e Eva, de dois, ele diz que a família já se acostumou com seu estilo de vida e que a esposa já esperava pela decisão.

Ela já espera, né, porque é o Flamengo. Mas ela sabe do meu espírito aventureiro, essa minha necessidade de viver o extraordinário. Eu não tenho a menor ideia do que vou encontrar pela frente. É superação, equilíbrio mental, porque não é fácil ir sozinho, deixar família, filho pequeno e viajar dia após dia. Tem que se preparar

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