terça-feira, 17 de fevereiro de 2026
Exterior

Procuradora dos EUA fala em pena de morte para afegão que atirou em agentes

FolhaPress 27/11/2025 15:20

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, disse nesta quinta-feira (27) à emissora americana Fox News, que o responsável pelo ataque, um imigrante afegão que foi preso após o crime, deve enfrentar acusações de terrorismo e o governo pode pedir a pena de morte.

Bondi também afirma que os dois membros da Guarda Nacional que foram baleados no ataque sobreviveram à cirurgia a que tiveram que ser submetidos. "Neste momento, vamos basear as acusações no prognóstico deles. Ambos passaram por cirurgia. Não vou falar sobre o estado de saúde deles agora. Novamente, estamos rezando pela recuperação deles, mas, na pior das hipóteses, a pena mínima será prisão perpétua com acusações de terrorismo".

Os EUA suspenderam o processamento de todos os pedidos de imigração de afegãos após o tiroteio de ontem. O suspeito pelo ataque é um imigrante do Afeganistão.

A decisão tem efeito imediato. A informação foi divulgada nesta quinta-feira pelo Departamento de Cidadania e Imigração americano horas após o ocorrido.

O tempo de suspensão das solicitações é indeterminado. Segundo o órgão, a medida será tomada enquanto eles "aguardam uma revisão mais aprofundada dos protocolos de segurança e de verificação".

"A proteção e a segurança de nossa pátria e do povo americano continuam sendo nosso foco e missão singulares", disse o Departamento de Cidadania e Imigração

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que deve "reavaliar todos os indivíduos vindos do país do suspeito". Segundo ele, a reavaliação ocorre até de forma reatroativa, em relação ao que imigraram durante o governo de seu antecessor, Joe Biden.

O republicano também chamou o crime de "ato de terror". "Este ataque atroz foi um ato de maldade, um ato de ódio e um ato de terror", disse Trump durante pronunciamento na Flórida, onde passará o feriado do Dia de Ação de Graças.

Na declaração, ele também confirmou que o atirador é um afegão e reforçou posição anti-imigração. Rahmanullah Lakanwal, 29, chegou aos EUA em 2021, segundo uma fonte, que falou sob anonimato à imprensa americana. Ele desembarcou com um visto especial para afegãos que auxiliaram os norte-americanos durante a guerra no Afeganistão e que estavam vulneráveis.

Trump não estava na Casa Branca no momento do ataque. Ele está na Flórida, onde deve passar o feriado de Ação de Graças, comemorado amanhã nos EUA.

Mais 500 soldados da Guarda Nacional serão enviados para Washington após mortes, diz secretário de Defesa. "Isso só fortalecerá nossa determinação em garantir que Washington DC seja um lugar seguro e bonito", disse Pete Hegseth.

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