SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Instituto Moreira Salles, IMS, anunciou sua programação para 2026 em São Paulo, com exposições dos fotógrafos Fernando Lemos, Ara Güler, Zumví Arquivo e Albert Frisch.
"Desocultação" reunirá a obra do português naturalizado brasileiro Fernando Lemos, enquanto "Reimaginar a Amazônia", revisitará a expedição fotográfica do alemão Albert Frisch para analisar de forma crítica a perspectiva colonial nos primórdios da fotografia. Junto aos cliques de Frisch serão exibidos obras de artistas indígenas como Jé Hãmãgãy e Jeguakuai Charrua.
Depois, a mostra "Ara Güler - Istambul" exibirá cerca de 200 fotos do artista turco que trabalhou para a Magnum, agência de fotografia que ajudou a revolucionar o meio com nomes como Henri Cartier-Bresson, Robert Capa, Maria Eisner e Josef Koudelka.
Já "Zumví Arquivo Afro-fotográfico" terá 400 fotos que documentam o movimento negro no Brasil. A programação inclui também "Dignidade e Luta: Laudelina de Campos Mello", sobre a militância da sindicalista e ativista antirracista, e uma mostra de fotolivros de mulheres organizada pela Biblioteca de Fotografia em parceria com o coletivo 10x10 Photobooks.
No IMS Poços, em Minas Gerais, entram em cartaz "Stefania Bril: Desobediência pelo Afeto", que passou por São Paulo neste ano, e uma exposição dedicada à obra de Liti Guerreiro, artista da região de Poços de Caldas conhecida por criar peças a partir de materiais recolhidos na natureza.