O Dia Nacional do Doador de Sangue, celebrado em 25 de novembro, reforça a importância da doação em um momento de alerta. Gestores de saúde destacam que os hemocentros do país enfrentam estoques críticos, especialmente no período de férias, viagens e festas de fim de ano, quando as doações diminuem.
Apesar da queda no ritmo das doações, o Ministério da Saúde lembra que cada bolsa pode salvar até quatro vidas. Mesmo assim, apenas 1,4% dos brasileiros doa sangue regularmente — índice abaixo da faixa recomendada pela Organização Mundial da Saúde, que orienta entre 1% e 3%. Nos últimos dois anos, houve um avanço discreto: o total de doações passou de 3,24 milhões em 2023 para 3,31 milhões em 2024.
Porque uma doação alcança várias pessoas
Segundo o hematologista Carlos Alberto Rodrigues, cada bolsa coletada é dividida em quatro componentes — hemácias, plaquetas, plasma e crioprecipitado — usados em diferentes tratamentos. Por isso, uma única doação pode atender várias demandas clínicas.
Quem pode doar
Os hemocentros recomendam que o doador esteja saudável, bem alimentado e sem sintomas de doenças recentes. Entre as condições básicas estão:
– Ter entre 16 e 69 anos;
– Pesar mais de 50 kg;
– Não ter feito tatuagem, piercing ou maquiagem definitiva nos últimos 12 meses;
– Ter dormido bem e evitar álcool nas 12 horas anteriores.
Há impedimentos temporários, como gripe (aguardar 15 dias), Covid-19 (10 dias sem sequelas), dengue clássica (30 dias) e dengue hemorrágica (6 meses).
Onde doar
O Brasil possui 32 hemocentros estaduais, além de unidades regionais e municipais. Cada estado disponibiliza um mapa atualizado dos locais de doação, com horários e orientações.